Quando e como eu descobri que era portador da Síndrome de Parkinson




quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Os primeiros passos para a instituição da Associação Goiás Parkinson

Na quarta-feira passada, dia 03 de fevereiro, demos o start para a instituição da Associação Goiás Parkinson, nome ainda em avaliação.

Apresentamos, em data show, dados sobre o que é uma associação, seu estatuto e um quadro de sensibilização para os presentes, objetivando informá-los da seriedade, importância e principalmente da responsabilidade em dirigir uma associação focada na doença de Parkinson, capaz de influenciar positivamente a sociedade para uma atitude consciente, seja através de atividades presenciais, seja através da mobilização dos indivíduos por meio da mídia e dos formadores de opinião.
Quando digo responsabilidades em dirigir uma entidade onde o foco é uma doença da dimensão do Parkinson podem-se criar, na comunidade parkinsoniana, muitas expectativas.
Há muitas dúvidas, descrenças e descompromisso quanto às associações, em especial as filantrópicas, deste país.
O que uma associação pode fazer para diminuir a dor, sofrimento, angustia, clausura do portador da doença?
O que uma associação pode fazer para apoiar as famílias, principalmente daqueles que compartilham o dia a dia do portador como esposa, filhos e pais?
Neste primeiro encontro, estavam presentes médico, musicoterapeuta, portadores da doença, familiares. Foi de grande valia para mim, pois cada depoimento corroborava para consolidar a minha premissa de que cada um tem uma historia de vida, tem um caso diferente. Efeitos e sintomas distintos. Realmente não dá para nivelar a doença holisticamente; cada um tem um Parkinson em particular.
Ficou patente a necessidade de nos unirmos para o compartilhamento dos problemas vividos pelas experiências e vitórias que podem beneficiar a comunidade parkinsoniana.
Há diversas formas de minorar os problemas desta comunidade. Basta, apenas, ter vontade e comprometimento com cada um doando um pouco de si que a Associação Goiás Parkinson será, em breve, uma realidade.
Apesar de poucas pessoas presentes, pudemos constatar que é possível a interação para criar uma associação com foco no social, no educativo, mas também no científico.
Há bons pesquisadores em Goiás imbuídos no desenvolvimento de trabalhos que buscam conhecer práticas, atitudes ou Modus Vivendi do portador da doença, objetivando interagir com seus pares em congressos, simpósios, seminários; enfim, trocarem idéias para conhecer e debater sobre os caminhos da doença de Parkinson, e quem sabe, traçar a cura definitiva.
É o que todos esperam que aconteça, pois é sabido que o avanço da tecnologia cientifica no tratamento de doenças antes incuráveis é uma realidade. Nós podemos fazer a nossa parte, disponibilizando as informações do nosso cotidiano e permitindo estudos sobre os nossos sintomas, avaliações das alterações e melhoras alcançadas.